quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Ficha Limpa pode ser exigida também para funcionários públicos

A polêmica Lei da Ficha Limpa agora ganha novos ares. Além dos parlamentares, a pretensão é que se estenda a norma para os servidores públicos do país.

Poderão ser impedidos de assumir cargos públicos, efetivos ou comissionados, pessoas que tiverem sido condenadas criminalmente, mesmo que o processo ainda seja passível de recurso e desde que a sentença tenha sido proferida por órgão colegiado. A medida, inspirada na Lei da Ficha Limpa.

Proposta de Emenda à Constituição, busca estender aos servidores públicos, ocupantes de cargos efetivos ou comissionados, do âmbito federal, estadual e municipal, as exigências criadas pela Lei Complementar nº. 135/2010 (Lei da Ficha Limpa), aos candidatos a ocupar cargos eletivos no Brasil. Dessa forma, a matéria tratada na PEC propõe a instauração de requisitos que respeitem, principalmente, os princípios constitucionais da probidade e moralidade pública.

A Lei da Ficha Limpa determina a inelegibilidade por oito anos de quem tenha sido condenado em segunda instância, tenha tido o mandato cassado, tenha renunciado para evitar a cassação ou tenha as contas rejeitadas, entre outras condições. A intenção das Câmaras é estender o rigor a comissionados como secretários municipais, que tomam decisões sobre aplicação do dinheiro público, ou seja, o cidadão, para ingressar no serviço público como cargo de confiança dos políticos que estão no poder, não poderá ter condenação em segunda instância judicial, desaprovação de contas ou qualquer outro problema previsto na Lei Complementar 135/2010, que já instituiu o ‘ficha limpa’ nacional, especificamente para políticos.

VÁRIOS ESTADOS E CIDADES JÁ ADOTARAM A MEDIDA

Alguns Estados (tais como Minas Gerais, Santa Catarina e Paraíba, além do Distrito Federal), a Câmara Municipal de São Paulo adotaram a proposta que estende a Lei da Ficha Limpa a todas as futuras nomeações da administração pública, o governo estadual também prepara um decreto para barrar nomeações de condenados, sem contar os diversos municípios já aprovaram normas para impedir o acesso de pessoas enquadradas nas regras instituídas pela Lei da ficha Limpa aos cargos de direção.

Em todo o país, as casas legislativas têm se mobilizado para aprovar projetos de lei que impeçam o Executivo de contratar funcionários para cargos comissionados que tenham problemas na Justiça. A tendência é que a iniciativa seja seguida por outros municípios.

Seria inaceitável que alguém que não pode se candidatar a cargo eletivo por ser ficha-suja, possa ser nomeado para secretarias importantes.

Assim como a Justiça Eleitoral exige certidão de quitação eleitoral para o registro de candidatura, é razoável se exigir a regularidade fiscal do servidor que for indicado para nomeação em cargo em comissão.

Portanto, na atual conjuntura do nosso país, no que tange ao combate à corrupção e à imoralidade na administração pública, nada mais razoável do que estender a todos aqueles que pretendem ocupar cargos efetivos e comissionados o cumprimento dos requisitos decorrentes Lei da Ficha Limpa, cujo projeto de lei foi originado da iniciativa popular. Destaque-se que os referidos requisitos já estão sendo impostos aos cargos eletivos.

NOVO BRASIL

Seria muito bom que a Câmara Municipal de Novo Brasil também se posicionasse favorável ao principio da moralidade e impessoalidade e também aprovasse essa lei.

Se algum representante do legislativo criar um projeto dessa natureza, certamente o futuro prefeito municipal não vetaria de maneira alguma uma lei desse teor, até mesmo por ser um membro da OAB, instituição que apoiou e teve papel importantíssimo para aprovação da Lei da Ficha Limpa.

APÓS ESCÂNDALOS GOVERNO FEDERAL ADOTA MEDIDA

O governo federal deve editar nos próximos dias o decreto que estabelece a "ficha limpa" na administração pública. O texto está sendo elaborado desde o início do ano, mas o Palácio do Planalto cobrou agilidade depois do escândalo de corrupção envolvendo servidores públicos federais infiltrados numa organização criminosa que vendia pareceres técnicos, investigados na Operação Porto Seguro. O texto final, após longas discussões entre os órgãos envolvidos, está na Casa Civil para subsidiar a decisão da presidente Dilma Rousseff.

Fontes de Pesquisa: http://m.terra.com.br/noticia?n=5628158#search http://www.brasil.gov.br/noticias/arquivos/2012/08/1o/aprovada-proposta-que-exige-ficha-limpa-de-funcionarios-do-judiciario http://www12.senado.gov.br/noticias/materias/2011/09/23/ficha-limpa-pode-ser-exigida-tambem-para-funcionarios-publicos

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Operação Pó do Campo coíbe tráfico de drogas em Fazenda Nova e Novo Brasil

Promotoria de Fazenda Nova denuncia traficantes.
Baseado nos resultados da Operação Pó do Campo, do Grupo Especial de Repressão a Narcóticos, o promotor de Justiça Sérgio de Sousa Costa denunciou 12 pessoas por associação e tráfico de drogas, nos municípios de Fazenda Nova e Novo Brasil.

A denúncia criminal foi oferecida contra Cássio Gomes Ferreira de Souza, Clóvis Lemes da Silva, João Marcos Moreira dos Santos, Wanderson Teixeira Fernandes, Bruno Cabral Rodrigues dos Santos, Alexandre Luiz Gomes, Marcelo Costa de Paula, Cleiber Maciel da Silva, Ellan Isa de Oliveira, Kairan Mariano da Silva, Miqueias Ferreira da Silva e Leandro Correia dos Santos. Eles têm idade entre 18 e 38 anos, sendo 11 deles moradores do município de Fazenda Nova, inclusive na zona rural, e um da cidade de Novo Brasil.

A operação monitorou os denunciados, constatando que, entre abril e outubro último, em diversos horários, houve uma associação, com divisão de tarefas e de lucro, com o objetivo de traficar drogas. Alguns foram denunciados também por posse ilegal de arma e munições. Cássio de Souza também corrompeu um menor de 18 anos, praticando com ele infração penal, bem como induzindo-o a praticá-la.

Organização criminosa

De acordo com o promotor, a investigação do tráfico de drogas e associação para o tráfico naqueles municípios evidenciou uma verdadeira organização criminosa em ação. Diante desses elementos, foi requerida e concedida ordem de busca e apreensão nas casas dos denunciados. Os mandados, inclusive de prisão, foram cumpridos em outubro, resultando na apreensão de drogas e armas em poder de vários deles.

Sérgio Costa explica que a estruturação da organização, entretanto, não é rígida, sofrendo inúmeras mudanças. Ressalta ainda a participação de Cássio de Souza como chefe da organização e principal responsável pelo abastecimento de drogas de Fazenda Nova e região. Para que o esquema funcionasse, ele mantinha uma espécie de disque-drogas e muitos funcionários para a entrega da cocaína, que recebiam comissão sobre a venda. Em sua casa foram aprendidos um revólver, munições, balanças de precisão, e porções e pedras de cocaína, além de dinheiro em espécie, celulares, chips de aparelhos telefônicos, entre outros produtos e equipamentos.

Na casa de alguns de seus associados também foram encontradas armas, drogas e celulares. Na denúncia, o promotor detalha a participação de cada um no esquema criminoso.

Classificação penal

Os denunciados tiveram suas condutas tipificadas individualmente. Assim, Cássio de Souza deverá responder pelo crime de associação ao tráfico e corrupção de menores. Responderão pelos crimes de tráfico, em continuidade delitiva, e de associação ao tráfico Clóvis da Silva, João Marcos dos Santos, Wanderson Fernandes, Bruno dos Santos, Alexandre Gomes e Leandro dos Santos. Também foram denunciados por associação ao tráfico Cleiber da Silva, Ellan de Oliveira, Kairan da Silva, Miqueias da Silva e Marcelo de Paula.

O promotor ressalta ainda que os crimes de tráfico de drogas e de posse de arma e munições em relação a alguns dos envolvidos estão sendo apurados em outros processos específicos.

FONTE: Ministério Público do Estado de Goiás
http://www.mp.go.gov.br/portalweb
Cristiani Honório / Assessoria de Comunicação Social do MP-GO)

MP pede a não diplomação de prefeito reeleito em Buriti de Goiás

O promotor de justiça, Paulo Rangel de Vieira, em substituição à promotora titular da Comarca de Anicuns, que responde pela Comarca de Sanclerlândia, pediu à Justiça Eleitoral que não diplome o prefeito de Buriti de Goiás, Eliés Alves Pinto (PMDB), reeleito nas eleições de 7 de outubro passado. O pedido se estende também ao vice-prefeito eleito, José Sérgio Magno.

De acordo com o Ministério Público Eleitoral, ambos foram beneficiados diretamente por desvio e abuso de poder político e de autoridade, cometido durante a campanha eleitoral. Na audiência de instrução e julgamento, realizada no dia 8 de novembro, no Forum de Sanclerlândia, Eliés Alves compareceu, ao lado de seu advogado (foto) e disse que as doações feitas por ele a eleitores faziam parte de programas sociais antigos realizados pela prefeitura.

No dia 19 de setembro a promotora de justiça, titular da Comarca de Anicuns, Dra. Eni Lamounier, que respondeu pelo eleitoral da Comarca de Sanclerlândia, participou pessoalmente da apreensão de um caminhão da prefeitura de Buriti de Goiás que transportava farelo de soja para um fazendeiro da região.

O veículo foi abordado pela promotora, com o auxílio da Polícia Militar, próximo ao trevo da cidade de Anicuns. Após constatar que o caminhão realmente pertencia à prefeitura de Buriti de Goiás, a promotora determinou a sua apreensão, o qual ficou retido no pátio do Batalhão da Polícia Militar, em Anicuns.

O prefeito é acusado também de fazer várias doações durante a campanha eleitoral, em nome da prefeitura, violando a Legislação Eleitoral.Doação de cestas de alimentos, medicamentos, pagamento de talões de água, de energia elétrica e até pagamento de aluguel de imóveis para eleitores da cidade. Todos os benefícios, de acordo com a denúncia, foram efetuados através de documentos timbrados com a logomarca da prefeitura municipal.


FONTE: Jornal a Voz do Povo
http://www.avozdopovo.com.br
Por: Edivaldo Oliveira

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

O Caso Rosemary e a corrupção no PT

Todos os partidos tem ou podem ter membros corruptos? Sim, claro. Mas é espantosa a recusa do PT em expulsar os seus e, mais ainda, a promoção dos indiciados e condenados (seja à direção partidária ou ao status de “heróis”, vai da oportunidade).

Agora, é a vez de Rosemary Nóvoa, ex-chefe do gabinete da Presidência da República em São Paulo.

Pra começo de conversa, trata-se de alguém do primeiríssimo escalão, com histórico de assessoria a grandes lideranças (12 anos com Dirceu e outros tantos com Lula). Além disso, segundo grampos realizados pela polícia, ela fazia indicações para cargos em agências reguladoras e até mesmo para o plano de governo de Haddad.

Os militantes mais empedernidos, pagos ou não, e especialmente os atuantes na web, não sabem mais como defender o partido. A tática do silêncio às vezes funciona, mas o “migué” só é eficiente quando aplicado de vez em quando. A tese de que chefe “não sabia” é outra que não faz sentido quando empregada mais de 10 vezes.

Parece que a justificativa atual é a de que o governo demite de uma vez, tal e coisa, então é bacana. Bobagem. A exoneração seria praticamente obrigatória, como foram as de Dirceu, Palocci e tantos outros. Governo é governo, partido é partido. SÓ FALTAVA MESMO manter no cargo público (que é público, e não partidário) depois de uma dessa.

Mas daí expulsam do partido? Reconhecem que realmente houve mancada? Não. Dirceu, por exemplo, foi promovido à direção petista depois da explosão do escândalo que o afastou do governo e do Congresso; hoje, exerce a função extraoficial de “herói”, porque, ora!, o STF age em favor dos interesses da “elite”.

E qual desculpa darão para Rosemary? Conseguiram, há alguns anos, evitar sua convocação para a CPI dos Cartões Corporativos: outro caso do “não sabia”, mas nesse ninguém rodou. O problema é que haveria um total de 122 ligações entre Lula e a agora indiciada (que só foi nomeada por influência do ex-Presidente).

São muitas ligações para quem nunca sabe de nada.

Falácias

A tese de que José Dirceu foi condenado “sem provas” não tem pé nem cabeça e, claro, só prevalece entre a militância paga e/ou que não justifica a existência de polegares opositores. Motivo: sim, há provas. E muitas. Não há ATO DE OFÍCIO, até porque casos de corrupção muito raramente são praticados por meio de documentação oficial, reconhecimento de firma, filmagens autorizadas pelos partícipes ou presença de tabelião juramentado.

Em vez disso, como sói nesses casos, há depoimentos, confissões, documentos, registros de reuniões e toda uma gama de PROVAS (sim, são provas) que a MAIORIA dos ministros do STF consideraram bastantes para a condenação. Insistir na bobagem estapafúrdia de que não haveria prova alguma denota ignorância da braba ou demonstra ser esse “argumento” o que sobrou para tentar (e em vão) defender o chefe condenado.

E depois do discurso mocorongo contra o Supremo Tribunal Federal, quis o destino (na verdade, o destino não tem nada a ver com isso, né?) que o PT fosse surpreendido agora pela Polícia Federal. E nem teria cabimento falar em investigação elitista atendendo aos interesses da direita opressora.

Para piorar, na semana passada, coincidentemente NO MESMO DIA em que a PF executava buscas, apreensões e afins e complicava ainda mais a cúpula petista, integrantes do partido faziam um ato (juro!) “em defesa do PT” – sugerindo que a condenação pelo STF fosse algo contra o partido, e não simples cumprimento da lei penal.

O problema é esse.

Quando alguém do partido é flagrado, detido ou mesmo condenado, não há expulsão nem nada do tipo. A culpa é de quem flagrou, deteve ou os condenou – e alegam que, assim, agiriam “contra o partido”.

Falácia da braba. Quem age contra o partido são os que se metem em esquemas de corrupção. Mais ainda quando se recusam a sair do PT e insistem que a militância deva ir às ruas para defendê-los. Isso, sim, é agir contra o partido. A militância paga bem sabe, mas os trouxas da ideologia (há alguns, é sério) vão na onda e passam vergonha.

E alguns ainda reclamam quando o partido é associado a escândalos. Que tal cobrar a expulsão dos corruptos?

Fica a sugestão, enquanto acompanhamos o desenrolar do “Rosemary Gate” e aguardamos a revelação do conteúdo das 122 ligações telefônicas com a participação de Lula.

FONTE:
Por Gravatai Merengue
http://www.implicante.org/blog/o-caso-rosemary-e-a-corrupcao-no-pt/

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Ex-assessora teve ligações com Lula gravadas

Rosemary Novoa de Noronha é investigada por corrupção e tráfico de influência

Durante o tempo em que investigou a ex-chefe do escritório da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Novoa de Noronha, por corrupção e tráfico de influência, a Polícia Federal registrou, com autorização judicial, 122 ligações entre ela e o ex-presidente Lula.

Lula já havia deixado o cargo quando os telefonemas foram grampeados. As ligações, em média uma a cada 5 dias, foram gravadas entre março de 2011 e outubro deste ano. Não há informações sobre o teor das ligações, mas a informação preocupou o Planalto, que teme que a possível divulgação dos áudios possa expor Lula a constrangimentos, pois Rose, já demitida por Dilma Rousseff, foi uma assessora muito próxima ao ex-presidente.

Ela foi indiciada pela PF na última sexta-feira e teve a casa, em São Paulo, revistada em busca de provas. No momento em que os agentes estavam na residência, segundo a “Folha de S.Paulo”, Rosemary ligou para o ex-ministro José Dirceu, de quem foi assessora direta por 12 anos. Dirceu teria dito que não poderia fazer nada.

O indiciamento do número dois da Advocacia-Geral da União, José Weber Holanda Alves, pode respingar no chefe do órgão, Luís Inácio Adams. Ele já foi chamado pela presidente Dilma Roussef e foi cobrado por ela a se explicar perante a sociedade. Adams garantiu desconhecer qualquer tipo de irregularidade na conduta de Alves.

Lista de pedidos ia de plástica a cruzeiro

As investigações da Polícia Federal revelaram que Rosemary Novoa tinha uma lista inusitada de pedidos para intermediar os encontros entre funcionários da administração federal e integrantes da organização criminosa que fraudava pareceres técnicos. Segundo o jornal “Folha de S.Paulo”, a ex-chefe do gabinete da presidência da República exigia o pagamento de plásticas, cruzeiro com duplas sertanejas e convites para o camarote do Carnaval no Rio.

Segundo as gravações, a viagem no navio de cruzeiro aconteceu em 2010. O navio saiu de Santos e passou por Ilhabela e Ilha Grande. A cabine custava R$ 2,5 mil. Policiais que participaram da operação Porto Seguro classificaram como “chinelagem” a lista de exigências. O termo é usado pelos agentes para destacar que os pedidos eram bregas. As escutas ainda revelaram que pessoas indicadas pela ex-chefe criticavam sua ganância.

Entre elas estão os irmãos Paulo Rodrigues Vieira e Rubens Carlos Vieira. Os dois foram indicados por Rosemary para as diretorias da ANA e da Anac, respectivamente.

FONTE: http://www.publimetro.band.com.br/

"Todos os partidos tem ou podem ter membros corruptos? Sim, claro. Mas é espantosa a recusa do PT em expulsar os seus."

"O PT sempre esteve ligado a escândalos de corrupção no Brasil, o STF ainda está julgando o caso do MENSALÃO DO PT e pelo visto vem mais investigações contra membros do partido."

"O mais grave é: quando alguém do partido é flagrado, detido ou mesmo condenado, não há expulsão nem nada do tipo. A culpa é de quem flagrou, deteve ou os condenou."



quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Cidade comemora volta de Cachoeira

Em Anápolis, os comerciantes afirmam que o empresário faz girar o dinheiro na cidade e de que sua prisão foi injusta

Enquanto nas ruas e nas redes sociais de todo o País o sentimento da maioria é de indignação pela soltura de Carlos Augusto Ramos – o Cachoeira –, em Anápolis, cidade de 350 mil habitantes a 54 km de Goiânia, o sentimento é outro. Na cidade natal do contraventor e onde ele começou seus negócios na área de jogos eletrônicos e do bicho, o dia ontem foi de comemoração, principalmente entre os comerciantes. Além de muito querido por sua fama de ajudar as pessoas, o comentário é que Cachoeira é quem faz girar o dinheiro na cidade e de que sua prisão foi injusta.

Quando o empresário foi preso, em 29 de fevereiro, O HOJE mostrou que, de acordo com comerciantes, pelo menos R$ 6 milhões deixaram de circular por mês em Anápolis. Muitos estabelecimentos, como açougues, padarias e salões de beleza, tinham suas despesas de aluguel, água e luz pagas pelas máquinas, que ficavam escondidas nos fundos das lojas. Por isso, assim que o contraventor foi preso, muitos deles fecharam as portas e muita gente ficou desempregada. Esse é o motivo de a soltura de Cachoeira ter feito a alegria dos anapolinos. Todos esperam que o dinheiro volte a circular na cidade.

No Mercado Municipal de Anápolis, esse foi o assunto do dia. O comerciante Valter Ramos conta que suas vendas diminuíram significativamente desde que o contraventor foi preso. “Depois que prenderam o homem, a ‘coisa’ ficou feia para os comerciantes. Agora o dinheiro vai voltar a girar e as máquinas, que ainda existem em todos os cantos, vão voltar a funcionar. É por isso que todos nós acordamos de bom humor hoje”, diz. A colega de profissão, Maria Aparecida, conta que Cachoeira deu emprego a muita gente e trouxe muito dinheiro para a cidade e que, por isso, deseja tudo de bom a ele.

Comerciantes falam em aumento de venda

O vendedor de milho João Gonçalves, conhecido como João da Massa, se declara fã de Cachoeira. “Essa operação (Monte Carlo) acabou com a nossa alegria. Hoje, só com a notícia de que ele foi solto, o movimento já melhorou”. João brinca que queria Cachoeira como prefeito de Anápolis. “O cara sabe fazer. Ia chover alegria. Se todo mundo fosse igual a ele, o Brasil estava feito”, afirma. O comerciante não se importa com as acusações contra o contraventor. “Até agora não decidiram qual o crime dele. Além do mais, tem gente que faz coisa pior e está aí solto”, comenta.

Ainda no Mercado Municipal, o vendedor de frutas José Cassimiro Oliveira conta que conhece Cachoeira desde criança e que o pai do contraventor também era bicheiro. “Ele não merecia ir preso. Os outros não foram. Fiquei feliz de ele ser solto”, opina. O vendedor Claudio Pereira da Silva concorda. “Foi tudo um exagero. O povo joga porque quer. Não justifica tanto barulho. Fizeram uma injustiça com ele”, afirma. Ele, assim como o vendedor de milho, também manifesta o desejo de ter o contraventor no comando da cidade. “Ele teria meu voto dez vezes”, garante.

Não é só entre os populares que Cachoeira é querido. Não muito distante dali, em uma boutique da cidade, a vendedora Adriana Rodrigues tem a mesma opinião. “Muita gente dependia dele. Ele faz muita falta para todo mundo. O movimento de todos os setores diminuiu. Eu não escondo, estou feliz por ele ter sido solto e espero que não o prendam de novo. Ele plantou muita coisa boa aqui”, detalha. Mas, no que depender do Ministério Público Federal, a alegria dos anapolinos vai durar pouco.

Fonte: http://www.ohoje.com.br/noticia/7155/cidade-comemora-volta-de-cachoeira
Angélica Queiroz

Na verdade o Jogo do Bicho faz parte da cultura Brasileira, nos Estados Unidos, Cachoeira seria um empresário de sucesso, nas Américas do Sul e Central, apenas Brasil e Cuba não têm a prática legalizada¨.


quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Relator apresenta nesta quarta conclusões da CPI do Cachoeira

Relatório de Odair Cunha inclui pedido de indiciamento de Perillo e mais 45, ficou claro a blindagem de agentes políticos do PT e PMDB, e o direcionamento para prejudicar integrantes da oposição.Documento deverá ser aprovado antes de ser enviado ao Ministério Público.

Entre as recomendações do relatório de Odair Cunha, estará o pedido de indiciamento de 46 pessoas, entre as quais o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), o ex-senador Demóstenes Torres, o deputado Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO), o prefeito de Palmas, Raul Filho (PT), e o dono da construtora Delta, Fernando Cavendish.

O ato de indiciar significa oficializar que há indícios de irregularidades contra determinada pessoa. Com base nesses indícios, o Ministério Público pode denunciar os suspeitos e abrir uma ação penal. Governadores e parlamentares, porém, só podem ser indiciados com autorização do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e Supremo Tribunal Federal (STF), respectivamente.

Em seu depoimento a CPI, em junho, Perillo negou influência de Cachoeira em sua administração. Nesta terça (20), o governador reagiu à informação de que a CPI iria pedir seu indiciamento, dizendo que está sendo vítima de uma briga política. "O fórum para se investigar governadores é o STJ, o Superior Tribunal de Justiça. Lá, não tem politicagem, lá não há direcionamento, as análises que são feitas, e as investigações, são técnicas. Eu mesmo pedi para o STJ me investigar", afirmou Perillo.

Leréia, Demóstenes e Raul Filho

O relatório pede ainda o indiciamento do deputado Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO) e do ex-senador pelo DEM, Demóstenes Torres, cujo mandato foi cassado em julho.
A CPI recomendou também o indiciamento do prefeito de Palmas, Raul Filho (PT), que apareceu em um video conversando com Cachoeira. O advogado de Demóstenes Torres disse que a CPI tem conteúdo político e que espera o julgamento na Justiça. Leréia e Raul Filho não se pronunciaram.

Procurador-geral

O relatório da CPI também analisa a atuação do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, no caso da operação Vegas, da Polícia Federal. Em 2009, a Vegas levantou os primeiros indícios do envolvimento de Cachoeira com políticos e empresários.
Odair Cunha deixou de fora da lista de indiciados o governador petista Agnelo Queiroz (DF). Havia a suspeita de que Agnelo teria favorecido a quadrilha de Cachoeira em um negócio relacionado à coleta de lixo. Mas, de acordo com o relator, a quadrilha não conseguiu ser beneficiada pelo governo do Distrito Federal.

Delta e Cavendish

O relatório também parte específica sobre a construtora Delta, uma das maiores contratadas do governo federal em obras de infraestrutura. A empresa é suspeita de repassar recursos para empresas fantasmas ligadas a Cachoeira, supostamente para doação ilegal a campanhas eleitorais e pagamento de propina a agentes públicos.

CPI SE TRANSFORMOU EM BRIGA POLÍTICA

Odair Cunha, um deputado do PT de Minas Gerais, transformou a CPI em politicagem, claramente com intenção de prejudicar integrantes do PSDB, e favorecer integrantes da base aliada de Dilma, PT e PMDB.

Três governadores citados no esquema de Cachoeira foram cogitados para depor à CPI: o tucano Marconi Perillo, de Goiás, o petista, Agnelo Queiroz, do Distrito Federal, e o PMDBista Sérgio Cabral, do Rio de Janeiro.

Mensagem que sugere blindagem do governador do Rio foi enviada pelo celular do deputado do PT durante a CPI do Cachoeira

Enquanto os parlamentares discutiam convocar os governadores - o que não aconteceu - o deputado federal Cândido Vaccareza, do PT, ex-líder do governo no Congresso, manda uma mensagem pelo celular ao governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral.

"A relação com o PMDB vai azedar na CPI, mas não se preocupe, você é ´nosso´ e nós somos ´teu´”. Seria um aviso de que a convocação de governadores na CPI pode rachar a base de apoio que tem o PMDB e o PT com os principais pilares de sustentação. Minutos depois, Vaccarezza vai até o relator da CPI, o deputado Odair Cunha, também petista, e cochicha algo.

Ao final Sérgio Cabral que teria relações íntimas com o dono da construtora Delta não foi convocado. E no relatório final Agnelo Queiroz, governador do DF não foi indiciado.

Outro fato que confirma o direcionamento por parte da CPI foi uma gravação de um vídeo, onde o Deputado Federal goiano Rubens Otoni (PT) aparece supostamente recebendo doação de R$200.000 (Duzentos Mil Reais), do bicheiro Carlos Cachoeira, o deputado sequer foi ouvido na CPI.

No primeiro diálogo da filmagem, de 1 minuto, Cachoeira oferece ao parlamentar R$ 100 mil, além de insinuar que já havia contribuído com o mesmo valor em uma outra oportunidade: "Como toda campanha eu te dou", diz o bicheiro a Otoni. No segundo momento, Otoni afirma que a quantia não pode aparecer, no que o bicheiro responde: "Os R$ 100 mil você não declara, não". O deputado concorda e responde que “claro que não”. A quantia em questão de fato não foi declarada ao TRE (Tribunal Regional Eleitoral).

Por esse tipo de comportamento, percebe-se que essa CPI não merece o mínimo de credibilidade.

Muitos comentam que essa CPI foi criada para abafar o julgamento do MENSALÃO PETISTA, no qual o ex-presidente LULA possível chefe da quadrilha sequer foi investigado.