quinta-feira, 22 de maio de 2014

Júnior Friboi desiste de candidatura

O empresário José batista Júnior (PMDB) anunciou hoje a retirada de sua pré-candidatura a governador e afirma que estará fora da disputa eleitoral, descartanto a possibilidade de ser candidato a vice-governador ou para o Senado. Na nota oficial, Júnior Friboi critica o posicionamento de Iris Rezende, mesmo depois de ter anunciado desistência de ser pré-candidato a governador. "Infelizmente, a renúncia dele não acabou com as intrigas de bastidor ou com os ataques contra mim. A perspectiva é a do PMDB chegar às eleições como um partido dividido, marcado pelas cicatrizes da luta interna. Eu me comprometi a não dividir o PMDB e serei fiel à minha palavra. Neste momento retiro minha candidatura. Deixo o caminho aberto para Iris Rezende disputar mais uma vez o governo de Goiás. Acompanharei a disputa eleitoral como cidadão", diz Júnior Friboi em nota.

Confira na íntegra a nota oficial:

Carta aberta aos companheiros do PMDB

Amigos,

Aprendi com meus pais os valores que guiam a minha vida. Os mais importantes são a verdade e a lealdade. Sempre me pautei por eles, e com sucesso. Quando decidi entrar na política, jurei a mim mesmo e à minha família que não me afastaria dos princípios em que sempre acreditei: falar a verdade e acreditar que os outros estejam fazendo o mesmo.

Meu primeiro movimento ao ser convidado para me filiar ao PMDB foi procurar Iris Rezende, amigo de minha família por décadas. Disse a ele que pretendia disputar o governo de Goiás e perguntei se ele tinha o mesmo plano. Se tivesse, eu não viria para o partido. Não tinha o interesse de dividir a legenda.

Iris me disse naquela vez que não pretendia concorrer a governador, o que viria a reafirmar em várias conversas que tivemos depois. Me assegurou serem falsas as acusações de que não deixava nenhuma outra liderança crescer no PMDB. Que não tinha sido ele a impedir as candidaturas de Henrique Meirelles, Vanderlan Cardoso e a reeleição de Maguito Vilela. Eu acreditei, e me filiei ao PMDB.

Nesse primeiro encontro, Iris me disse para viajar pelo interior de Goiás, conversar com os companheiros. Se o PMDB me abraçasse, ele me abraçaria. Foi o que fiz, e o PMDB me abraçou.

Apesar disso, Iris se lançou pré-candidato a governador. Respeitei sua disposição e mantive a mesma postura. Para minha alegria, a imensa maioria do partido apoiou meu nome e nossa proposta de renovação. Alguns dias depois, num gesto de grandeza, Iris renunciou à pré-candidatura, anunciando sua intenção de não dividir o partido.

Infelizmente, a renúncia dele não acabou com as intrigas de bastidor ou com os ataques contra mim. A perspectiva é a do PMDB chegar às eleições como um partido dividido, marcado pelas cicatrizes da luta interna.

Eu me comprometi a não dividir o PMDB e serei fiel à minha palavra. Neste momento retiro minha candidatura. Deixo o caminho aberto para Iris Rezende disputar mais uma vez o governo de Goiás. Acompanharei a disputa eleitoral como cidadão.

Deixo o processo eleitoral com o coração agradecido aos companheiros que honraram sua palavra e seus compromissos. E saio com a consciência tranquila de quem permaneceu fiel a seus valores.

Júnior Friboi


FONTE: O POPULAR

terça-feira, 13 de maio de 2014

ELEITO GOVERNADOR, FRIBOI COBRARÁ DIVIDA DA FRIBOI?

Os negócios da família, alguns envoltos em polêmica, já atormentam o pré-candidato a governador do PMDB; reportagem do jornal O Popular mostrou que a JBS Friboi é acusada de dever R$ 1,3 bilhão de impostos ao governo de Goiás; os adversários, incluídos peemedebistas da ala irista, usam a notícia como munição eleitoral e lançam perguntas para incomodar o empresário: Friboi quer ser governador para extinguir a dívida? Se chegar ao Palácio das Esmeraldas, vai ter pulso para cobrar os impostos devidos pela família?

Depois que Iris Rezende desistiu da candidatura, os aliados de Júnior Friboi imaginam um cenário de paz para o empresário. Seria o momento de dar mais um arranque na pré-campanha. Só que desde a desistência do cacique peemedebista, Friboi viu seu nome envolvido em crises que o atingem diretamente.

A maior delas veio estampada na capa do jornal O Popular. A empresa JBS Friboi, da qual ele era presidente e hoje é administrada pela sua família, está sendo acusada de dever R$ 1,3 bilhão de impostos ao governo de Goiás.

A Secretaria da Fazenda cobra a dívida. A suposta sonegação aconteceria nos trâmites de exportação da carne bovina ao exterior. Foram quase 50 autos de infração à JBS nos últimos nove anos. Júnior se defendeu em nota e negou irregularidades, mas os adversários e até mesmo os peemedebistas iristas usam a suposta sonegação como munição eleitoral.

A pergunta é simples e será martelada durante toda a a campanha eleitoral pelos adversários do empresário: se Friboi for eleito governador, ele vai ter a coragem de cobrar a dívida da JBS Friboi, decisão daria um prejuízo bilionários à própria família, controladora da empresa?

Os aliados de Iris fazem a pergunta constantemente nas redes sociais, muitos deles insuflados pela deputada federal Dona Iris. Friboi até tenta se descolar dos negócios da família, principalmente dos mais duvidosos, como a relação com o BNDES, mas é certo que a vida empresarial do candidato do PMDB será olhada com lupa na campanha.

Resistência

O palanque preferido da esposa de Iris é o Twitter. Esta semana ela já replicou uma matéria que mostra a impossibilidade de Iris ser candidato ao Senado na chapa de Friboi e ainda especula a criação de um PMDB dissidente que apoiaria Vanderlan Cardoso (PSB) ou Antônio Gomide (PT) para o governo.


FONTE: Brasil 247
http://www.brasil247.com/pt/247/goias247/138994/Eleito-governador-Friboi-cobrar%C3%A1-divida-da-Friboi.htm

quinta-feira, 8 de maio de 2014

8 MILHÕES - JBS/Friboi é terceira empresa que mais fez doações ao PT em 2013

O grupo JBS, que cuida da marca Friboi, fez doações de R$ 8 milhões ao PT no ano de 2013, sendo a terceira maior doadora. Somando todas as doações, o partido recebeu R$ 79,8 milhões, sendo que R$ 60 milhões veio de empresas construtoras e grupos. As informações são da Folha de S. Paulo.

As dez maiores doadoras foram: Camargo Corrêa (R$ 12,3 mi), Grupo Solví (R$ 9,7 mi), JBS Friboi (R$ 8 mi), Construtora OAS (R$ 7,1milhões), Queiroz Galvão (R$ 7 mi), Odebrecht (R$ 6 mi), Galvão Engenharia (R$ 5,7 mi), Estre Ambiental (R$ 5,5 mi), Construtora Triunfo (R$ 5 mi) e UTC Engenharia (R$ 3,1 mi).


Fonte: Folha de São Paulo


segunda-feira, 5 de maio de 2014

Friboi pode enfrentar CPI da dívida bilionária

A semana política começa nesta terça-feira com possíveis desdobramentos para a candidatura de Júnior Friboi (PMDB). O pré-candidato conseguiu uma importante vitória na última semana, quando o ex-prefeito Iris Rezende, que se anunciou pré-candidato, retirou seu nome na disputa após ser informado de que perderia durante prévias e convenção partidária.

A executiva da legenda deixou claro ao cacique que o PMDB não estava mais hegemônico e existiria forte tendência dele perder quando os delegados decidissem com seus votos secretos.

Acuado e obrigado a aceitar as prévias, que deveriam ocorrer nesta semana, Iris preferiu abrir mão. E saiu magoado com todo o processo.

Mas a semana começa com uma derrota para Júnior Friboi. Os parlamentares na Assembleia devem decidir hoje e no máximo amanhã se instauram ou não uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar a enorme dívida fiscal da empresa ligada à família do peemedebista, a JBS.

Na última semana, a imprensa calculou uma dívida que pode chegar a R$ 2 bilhões das empresas de Friboi com o Estado de Goiás. E cabe agora ao pré-candidato do PMDB explicar este paradoxo: como deseja ser governador se a empresa de sua família é a maior devedora do Estado?

No caso da CPI, existe ainda apenas um rumor de que Túlio Isac (PSDB) vai propor a CPI primeiro dentro do segmento tucano e depois junto a alguns deputados que não enxergam como republicanas as ações de Friboi.

CPI não costuma vingar em ano eleitoral quando envolve deputados estaduais. Por um bom motivo: estão todos preocupados com suas reeleições. Um deputado petista, todavia, defendeu com veemência, neste domingo, a abertura da CPI para outros dois da base aliada ao governo.

Conforme o MAIS GOIÁS apurou com um ex-deputado ligado ao grupo de Iris Rezende, as chances de Iris voltar a pensar na disputa só ocorreriam se a CPI fosse realmente instalada e surgissem fatos novos e comprometedores.

O grupo irista espera por isso e ainda não se desfez exatamente por acreditar que possam ocorrer novidades nos próximos dias.

Nas últimas horas, Júnior Friboi não teve agenda política. O pré-candidato divulgou apenas informações amenas em suas redes sociais.

No twitter, por exemplo, disse que o Dia das Mães está chegando e que seria a hora de homenagear "a sua rainha".


Fonte: Mais Goiás

terça-feira, 29 de abril de 2014

CARTA DE IRIS CONFIRMA RETIRADA DE PRÉ-CANDIDATURA

O ex-prefeito Iris Rezende (PMDB) confirmou, em carta enviada hoje ao diretório estadual do seu partido, a retirada de sua pré-candidatura ao governo estadual. O jornalista Jackson Abrão, da TV Anhanguera, teve acesso em primeira mão à carta do peemedebista. Nela, Iris afirma que vê "Goiás muito fragilizado", critica a infraestrutura do Estado, a insegurança e serviços públicos "cada vez piores, especialmente na educação, saúde e distribuição de energia". Mas também afirma que a oposição está "fragmentada e fragilizada".

Iris Rezende diz que lançou seu nome por acreditar que seria o mais competitivo, "basta ver a lembrança ao meu nome nas pesquisas eleitorais", mas afirma que nunca pensou ver o PMDB dividido internamente e lançado ao mercado de "especulações pouco republicanas". "Já participei de muitas disputas internas no partido, nacionais e em Goiás, ganhei e perdi, mas sempre foram embates leais, pautados por ideais. Não quero, contudo, que meu nome seja instrumento de cisão desse partido, que é resultado do sentimento de muitos goianos", frisa o peemedebista, numa crítica ao empresário José Batista Júnior que passe ser único pré-candidato a governador do PMDB.

Confira na íntegra a carta de Iris Rezende:

"Carta ao PMDB e ao povo de Goiás

Nos meus 56 anos de vida pública lutei e vivi intensamente o sonho de deixar como legado um país melhor para as futuras gerações. E tive a honra de participar da construção do maior partido político do Brasil livre e democrático, após o fim da ditadura militar, o PMDB.

Acredito até hoje, do fundo de minha alma, que política se faz com ideais, com respeito às pessoas e com verdadeiro amor às causas pelas quais vale a pena lutar.

Falo de combater a miséria em nosso Estado. Falo de melhorar a vida dos que têm menos e dependem do Poder Público até para conseguir uma casa. Falo de fazer com que essa casa tenha asfalto na porta e que a energia elétrica, a água e a rede de esgoto cheguem a todos. E falo também, com fervor ainda maior, da luta para que não faltem educação e saúde de qualidade para todos.
Para mim são causas que valem a dedicação de toda uma existência. Esta é minha luta, por onde passei: de líder estudantil à Câmara Municipal e prefeitura de Goiânia, de lá para a Assembleia Legislativa e o governo do Estado, aos ministérios da Agricultura e da Justiça e ao Senado Federal.

Nesse momento, contudo, vejo Goiás muito fragilizado. Nossa infraestrutura está comprometida. A população está assustada diante dos maiores índices de violência da nossa história. Ninguém sabe quem de fato controla a segurança pública em Goiás. E como se não bastasse, temos serviços públicos cada vez piores, especialmente na educação, saúde e distribuição de energia.
Por outro lado, vejo a oposição fragmentada e também fragilizada. Por isso, lancei minha pré-candidatura ao governo de Goiás. Senti que meu nome seria novamente o mais competitivo, com maior capacidade de aglutinar os anseios populares – basta ver a lembrança ao meu nome nas pesquisas eleitorais, mesmo sem que eu me movimentasse como pré-candidato – e de outros partidos de oposição numa disputa contra o atual governo estadual.

Atendi, inclusive, ao apelo do Partido dos Trabalhadores (PT), de que só manteria a aliança com o PMDB em Goiás se eu me dispusesse a ser candidato a governador.

Mas nunca pensei que veria o PMDB dividido internamente e lançado ao mercado de especulações pouco republicanas. Já participei de muitas disputas internas no partido, nacionais e em Goiás, ganhei e perdi, mas sempre foram embates leais, pautados por ideais. Não quero, contudo, que meu nome seja instrumento de cisão desse partido, que é resultado do sentimento de muitos goianos.
Desta forma, é com enorme pesar no coração que retiro minha pré-candidatura às eleições desse ano. Tomo essa decisão em respeito ao meu partido, à minha história e, sobretudo, em respeito ao povo goiano.

Sigo sempre em busca do bem maior para o Estado de Goiás e para o Brasil.
Iris Rezende Machado"


FONTE: O POPULAR

sexta-feira, 4 de abril de 2014

GOMIDE DEIXA PREFEITURA E VAI DISPUTAR O GOVERNO

As dúvidas acabaram. Antônio Gomide é o candidato do PT ao governo de Goiás em 2014. Em solenidade realizada no final da tarde desta sexta-feira, Gomide se desincompatibilizou do cargo de prefeito de Anápolis e passou a administração para seu vice, João Gomes (PT).

"Estamos no caminho certo e não estou fazendo aventura. Temos planejamento e unidos vamos chegar ao governo de Goiás. Agradeço ao povo de Anápolis e continuarei trabalhando por essa cidade que me confiou dois mandatos e com 92% aprova a nossa gestão", disse o petista.

Deputados estaduais lideranças e o irmão Rubens Otoni, que é deputado federal, estiveram na transferência do cargo. Havia expectativa de um recuou de Gomide depois que Iris Rezende (PMDB) anunciou sua pré-candidatura pela manhã. Porém, as horas revelaram que o PT nacional não fez intervenção e o ex-prefeito de Anápolis tem sinal verde para disputar o Palácio das Esmeraldas.

Gomide foi eleito prefeito de Anápolis em 2008 e reeleito em 2012 com facilidade. O petista se apresenta como o fato novo desta eleição e tenta quebrar a polarização existente entre o PSDB de Marconi Perillo e o PMDB de Iris Rezende.


FONTE: BRASIL247

IRIS DEFINE: É CANDIDATO E TOPA DISPUTAR CONVENÇÃO

O ex-governador Iris Rezende (PMDB) assumiu o comando do jogo eleitoral e se colocou na disputa. Após um dia intenso de articulações políticas, o líder peemedebista firmou sua pré-candidatura e disse que, se preciso for, enfrentará o empresário Júnior Friboi em junho, nas convenções.

Veja vídeo:
https://www.youtube.com/watch?v=QOuKmW8zOu4&feature=youtu.be

“Nos momentos mais difíceis da política do nossoEstado e do nosso País, sempre fiz questão de estar presente. Por isso convidei, em apenas 24 horas, algumas lideranças representativas do PMDB e a imprensa para dizer ao meu povo e ao meu partido que, com humildade, me coloco como pré-candidato à disputa pelo Governo de Goiás”, exclamou o peemedebista em seu escritório na Avenida T9, na manhã de hoje.

O clima foi de festa e o ex-governador ressaltou, emocionado, que a decisão tomada não tem o objetivo de desmerecer o outro pré-candidato da sigla. “Eu quero que este momento seja um momento que fique na história do nosso partido como um gesto de amor ao partido, à Goiás e ao Brasil. O maior pecado na vida de um político é a omissão, a indiferença. Em um momento de dificuldade que vive o Governo, não é lícito a ninguém se omitir. Eu não poderia me ausentar quando o destino dos goianos está em jogo. Ou é agora, ou nunca!”, acrescentou.

Ao seu lado, endossando a postulação, estava o prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela. Até oinício da semana Maguito defendia Friboi incondicionalmente. Hoje, disse que não “existem dúvidas sobreo seu apoio a Iris Rezende”.

“Sempre disse que Iris é o maior líder do nosso partido. Ele tem condições para disputar qualquer cargo,inclusive para a presidência da República. O que ele faz hoje é mais uma demonstração de nobreza, que deve ser aprendida pelos nossos jovens. Ele poderia se dedicar a vida pessoal, mas decidiu lutar pelo Estado de Goiás. Seguiremos juntos e lutaremos pela união de todo o PMDB”, afirmou Maguito.

O prefeito de Goiânia, Paulo Garcia (PT), participou das conversas, mas não compareceu no ato de oficialização. O pré-candidato de seu partido, Antônio Gomide, deixará hoje a Prefeitura de Anápolis.

Ao lado de Iris, além de Maguito, estavam ainda a deputada federal Iris Araújo, Agenor Mariano, Paulo Borges, Agenor Rezende, Samuel Belchior, Nélio Fortunato, José Nelto e Wagner Guimarães.




FONTE: Diário de Goiás
FOTO: Jornal Opção